História e geografia: projeto e obra

 

História e geografia. Foto: Acervo Eduardo Corona
História e geografia.
Foto: Acervo Eduardo Corona

Por Edite Galote Carranza e Ricardo Carranza

No início da década de 1960, inserido no Plano de Ações do Governo Carvalho Pinto, o arquiteto Paulo de Camargo e Almeida, então Diretor Executivo do FCCUASO – Fundo de Construção da CUASO – USP/SP, convida um grupo de arquitetos, afinados com o princípio de uma arquitetura dotada de espaços internos amplos interligados através de ruas e praças, a projetar edifícios que dessa forma ampliassem as possibilidades de convívio universitário, fazendo uso de uma tecnologia a mais atualizada possível.

 http://www.arquitetonica.com/revista5/?page_id=1396

 

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Casa C. Lunardelli, 1968

Casa C. Lunardelli, projeto Eduardo Longo, 1968

Casa C. Lunardelli, projeto Eduardo Longo, 1968.
Foto: Ricardo Carranza

Localizada no valorizado loteamento Praia de Pernambuco, no Guarujá, a Casa C. Lunardelli marca um ponto importante na trajetória de Eduardo Longo, arquiteto formado na Fau Mackenzie, em 1966. A Casa foi projetada quando ele regressou de sua viagem “on the road” por diversos países, que incluiu no roteiro o IX Congresso da União Internacional dos Arquitetos, em Praga (pré “Primavera 68”), uma reunião na revista italiana Domus, que resultaria na primeira publicação internacional de seu trabalho, além de Paris (pré “Maio 68”) onde conheceu soldados drop-out – desertores da Guerra do Vietnã.  A concepção do projeto reflete a visão de mundo do jovem, sensível às mudanças culturais e contraculturais daquele emblemático ano de 1968.

http://www.arquitetonica.com/revista5/?page_id=1342

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Casa Célio Vieira: Cobertura Verde

Casa Célio Vieira Foto: Arquivo do arquiteto

Casa Célio Vieira
Foto: Arquivo do arquiteto

 “[...] Quando ele projetou aquela casa na Vila Mariana

ninguém falava da sustentabilidade. Coisa que hoje está na moda.

Eu levei vários grupos de alunos lá,  até que a proprietária não deixou mais.

Aquela cobertura com quase 1m de terra… chegou uma época

que a casa parecia uma floresta mesmo!” Takashi Fukushima

http://www.arquitetonica.com/revista5/?page_id=1379

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Escada de Lina Bo

 “D. Lina foi quem mais profundamente viu a força do aspecto da criatividade popular do Nordeste.Ela tematizou a força da cultura popular da região e, dizia muito claramente,não como folclore, não como documentação de um estilo exótico, divertido ou curioso,mas como verdadeira força cultural.”      Caetano Veloso

MAP, Salvador, 2002. Foto: Ricardo Carranza

MAP, Salvador, 2002.
Foto: Ricardo Carranza

Dona Lina, como era carinhosamente chamada pelos baianos, esteve em Salvador a convite do arquiteto Diógenes Rebouças, para lecionar na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia. Nos cinco anos em que esteve “entre os brancos”, a arquiteta atuou como professora e cumpriu o papel de uma verdadeira agitadora cultural: colaborou com o Diário de Notícias publicando regularmente suas crônicas, foi fundadora e diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia, onde montou exposições e peças de teatro e criou o Museu de Arte Popular – MAP. 

http://www.arquitetonica.com/revista5/?page_id=1346

 

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Casinha: alternativa à tradição

Por  Edite Galote Carranza e Ricardo Carranza

Detalhe do pergolado Foto: Ricardo Carranza

Detalhe do pergolado
Foto: Ricardo Carranza

Adepto da vertente técnica e tecnológica da Arquitetura, Vilanova Artigas lança, com sua Casinha de 1942, o arcabouço embrionário de sua obra futura. Neste projeto se encontram delineados os princípios de sua visão sistêmica na qual a concepção do espaço não existe em abstrato, mas se articula com materiais e técnicas construtivas de tal forma que ultrapassam a simples percepção convertendo-se em símbolo, o que pressupõe imagem interiorizada em uma cadeia de significados. Na implantação da Casinha, o muro de divisa e a árvore, nas mãos do arquiteto, re-significam o ambiente construído ao estabelecer relações entre casa e cidade, homem e paisagem, superando as limitações mais comuns do binômio programa e lote.

http://www.arquitetonica.com/revista5/?page_id=1371

 

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As escadas do CCVP

Escada de tijolos CCVP.  Foto: Edite Galote Carranza

Escada de tijolos CCVP. Foto: Edite Galote Carranza

O trabalho do arquiteto Vitor Lotufo aponta para novas possibilidades na arquitetura.
Tendo como inspiração criativa as técnicas construtivas, sobretudo o tijolo,
Lotufo propõe alternativas inéditas para intervenções complexas, seja pelos programas,
seja pelos sítios onde são implantados.  
Mônica Junqueira de Camargo

 

As escadas de Centro Cultural Vila Prudente

Por Edite Galote Carranza

Localizado na favela de Vila Prudente, zona leste de São Paulo, o centro cultural CCVP é um espaço comunitário que promove a cidadania por meio da educação e atividades culturais. Ele é fruto da perseverança dos padres missionários espiritanos irlandeses, liderados por Patrick Joseph Clarke e do trabalho voluntário do arquiteto-construtor Vitor Lotufo.

http://www.arquitetonica.com/revista5/?page_id=1359

 

 

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Cecap: detalhe 1:1

Cecap

Por: Edite Galote Carranza e Ricardo Carranza

Ler:   http://www.arquitetonica.com/revista5/?page_id=1218

 

 

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DIVULGAÇÃO: Exposição Escritório Ramos de Azevedo – A Arquitetura e a Cidade

Foto: Edite Galote Carranza

Ed. Ramos de Azevedo.      Foto: Edite Galote Carranza

 

Centro de Preservação Cultural – CPC – Casa de Dona Yayá

Visitação de 10 de abril a 17 de maio de 2015

Mais informações facebook.com/cpcusp

Rua Major Diogo, 353 – Bela Vista – São Paulo – SP  Tel. 31063562

 

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JE SUIS CHARLIE

je suis charlieJe suis Charlie

Como todos sabem, os cartunistas do Charlie Hebdo mantém o espírito do Maio de 1968. Contudo, é preciso lembrar o “estopim” daquele  movimento: um manifesto e desenhos.  Tudo começou com o “escândalo de Strasbourg”, em 1966, quando estudantes eleitos para o diretório acadêmico da Universidade publicaram “A miséria do meio estudantil – Considerado em Seus aspectos Econômico, Político, Psicológico, Sexual e mais Particularmente Intelectual e Sobre Alguns Meios ara Remediá-la”, texto de Mustapha Khauati, revisado por Guy Debord, ambos integrantes da Internacional Situacionista. Com tiragem de 10 mil exemplares, o manifesto escandalizou tanto por seu conteúdo contracultural – com ataques contra a esquerda tradicional PCF, intelectuais, establishment e União Nacional dos Estudantes da França, quanto pelos desenhos em quadrinhos de André Bertrand e Michele Bernstein  colados nos muros da Universidade. A ação do diretório culminou com a censura e um processo judicial, que não foram  suficientes para impedir que o  motivo do “escândalo” fosse rapidamente divulgado no meio estudantil de diversos países, mesmo numa época sem redes sociais.

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III ENANPARQ – Casas de Eduardo Longo: cultura, contracultura e arquitetura

Casa C. Lunardelli, Guarujá - SP Foto: Edite Galote Carranza

Casa C. Lunardelli, Guarujá – SP
Foto: Edite Galote Carranza

Formado pela FAU Mackenzie durante o Regime Militar, Eduardo Longo (1942-) vivenciou os momentos politicamente conturbados e culturalmente ricos da história recente do país. Ele é um legítimo representante da “Geração AI-5”, formada por jovens sensíveis às mudanças culturais e contraculturais de seu tempo.

Desde seu primeiro projeto, o arquiteto definiu sua linha de trabalho pautada na liberdade artística, investigação formal singular e questionamento ao status quo arquitetônico. Suas casas de juventude são caracterizadas por plantas não ortogonais, com ângulos agudos ou obtusos, formando reentrâncias e saliências, que harmonizam coberturas fortemente inclinadas e multifacetadas; que, apesar de terem pontos de contato com a Escola Paulista Brutalista, não seguiam parâmetros plásticos característicos daquela tendência, nem quaisquer conceitos de esquerda. Na fase contracultural, o arquiteto passa por experiências psicodélicas que influíram diretamente em sua visão de mundo, comportamento e arquitetura. Nesta fase, ao assumir a postura drop out (cair fora), fechou seu bem sucedido escritório para se dedicar a pesquisa Casa Bola, com duas unidades construídas (1972-82). Depois de sua odisseia do espaço residencial, Eduardo Longo jamais retomou seu escritório.

Leia:  http://www.arquitetonica.com/historico_revista5/enanparq.htm

 

 

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