Teatro Oficina: ruína e transformação

 

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A bigorna de Vulcano: símbolo do Teatro Oficina

Edite Galote Carranza

Ricardo Carranza

Pensar no Teatro Oficina é confrontar-se com seu duplo significado histórico de permanência e transformação. Em O mal estar na civilização, Freud nos fala da dificuldade de representarmos visualmente o mundo da psique. Então adota como exemplo a evolução da Roma antiga, relembrando as sucessivas implantações, desde a Roma quadrata ao muro de Aureliano. Com isso pretende demonstrar algo aparentemente óbvio, ou seja, nas suas palavras – que um mesmo espaço não admite ser preenchido duas vezes; e que na psique, ao contrário, o primitivo e sua transformação convivem simultaneamente. É um ensinamento da história que o passado avança no tempo na forma de ruínas e vestígios. Roma é um exemplo universal da teoria. E o que vale para a Cidade Eterna, enquanto macro escala, vale para o Teatro Oficina, enquanto micro escala. Das sucessivas construções, demolições e incêndio, as paredes-limite de tijolos de barro à vista, da década de 1920, lastreadas de arcos romanos, se constituem na permanência sobre a qual se apoia o projeto democraticamente conduzido por Lina Bo Bardi e Edson Elito, com reuniões à Rua Jaceguay e Casa de Vidro.

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A Caixa de Livros

Vista Sul onde se vê o volume recuado do térreo, vigas de aço no eixo transversal e esquadrias de alumínio tipo máximo-ar com vidro liso transparente, vedações laterais revestidas de granilha dourada, pilares-mesa de concreto armado aparente que recebem as cargas da estrutura metálica, rampa de acesso da esplanada do campus.

Vista Sul onde se vê o volume recuado do térreo, vigas de aço no eixo transversal e esquadrias de alumínio tipo máximo-ar com vidro liso transparente, vedações laterais revestidas de granilha dourada, pilares-mesa de concreto armado aparente que recebem as cargas da estrutura metálica, rampa de acesso da esplanada do campus.

Edite Galote Carranza e Ricardo Carranza

A rigorosa racionalidade, deduzida de exigências objetivas de contrato quanto à exiguidade de prazos e custos, ordena o processo de projeto da biblioteca PUC de Campinas.

A solução plástica, fundada na forma pura, pode ser decantada em um volume tripartido: dois paralelepípedos cerrados, que abrigam o espaço do acervo, rasgados pela transparência do volume central que concentra acessos, serviços, circulações verticais, iluminação e ventilação naturais. Do ponto de vista da percepção dos espaços internos, entretanto, há total integração devido à transparência dos elementos estruturais, vazios centrais e ausência de vedações.

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O Renascimento da Escola Municipal de Astrofísica

Foto 1- Fachada Leste, vista noturna.  No nível térreo, o salão de exposições, no terraço a cúpula do observatório restaurada e desativada e no primeiro plano os banco com iluminação e ventilação permanentes. Fonte:  Elito Arquitetos Associados Ltda

Foto 1- Fachada Leste, vista noturna.
No nível térreo, o salão de exposições, no terraço a cúpula do observatório restaurada e desativada e no primeiro plano os banco com iluminação e ventilação permanentes.
Fonte: Elito Arquitetos Associados Ltda

Edite Galote Carranza e Ricardo Carranza

O projeto de arquitetura começa por uma pergunta: que partido adotar, isto é, dadas as condicionantes – programa, sítio, recursos, quais seriam as respostas mais adequadas à solução do problema? Na Escola Municipal de Astrofísica, Roberto José Goulart Tibau, arquiteto e professor da FAUUSP, delimitou um território mediante vigas perpendiculares a dois pilares parede associados à uma planta livre com quatro apoios, enfatizando transparência e prolongamento visual determinados tanto pelos vãos estruturais sem laje quanto pela caixilharia das áreas cobertas. Balanços de laje no eixo transversal atenderam ao sombreamento das vedações em vidro. Considerado por Ruth Verde Zein um exemplar da Arquitetura Brutalista Paulista, o projeto foi bem sucedido, em nossa opinião, porque harmoniza a força dos grandes elementos estruturais à leveza que os mesmos delimitam.

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As cúpulas do Planetário

Por Edite Galote Carranza e Ricardo Carranza

Planetário à época da inauguração

Planetário à época da inauguração
Fonte: Arquivo Eduardo Corona

No início da década de 1950, o então governador Lucas Nogueira Garcez priorizou o projeto do Parque do Ibirapuera para que este fosse o marco arquitetônico do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Era o momento histórico do Brasil grande e moderno – cuja construção de Brasília seria o ápice, ao qual corresponderia uma arquitetura monumental, embora nem sempre de acordo com as possibilidades técnico-construtivas. Ao Convênio Escolar, corpo de profissionais constituído com o objetivo de suprir a carência de escolas da rede pública municipal, coube a tarefa de projetar um edifício para o estudo da astronomia.

 http://www.arquitetonica.com/revista5/?page_id=1465

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Casa Eduardo Manzano: alternativa à casa popular

Casa Eduardo Manzano, recém concluída. Fonte: Arquivo do arquiteto

Casa Eduardo Manzano, recém concluída.
Fonte: Arquivo do arquiteto

 

Por Edite Galote Carranza e

Ricardo Carraza

 

 

 

O arquiteto Vitor Lotufo, como um mestre das corporações de ofício medievais, elabora o processo construtivo no canteiro orientando a mão de obra com base em desenhos técnicos resumidos, o que não deve ser confundido com o prático que desconhece a teoria. O arquiteto tem longa experiência no ensino de arquitetura, em aulas teóricas, prática em laboratório, e na sistematização das experiências em monografias de cálculo estrutural, por exemplo, para o qual contribui com um método geométrico de dimensionamento das estruturas.

http://www.arquitetonica.com/revista5/?page_id=1414

 

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História e geografia: projeto e obra

 

História e geografia. Foto: Acervo Eduardo Corona
História e geografia.
Foto: Acervo Eduardo Corona

Por Edite Galote Carranza e Ricardo Carranza

No início da década de 1960, inserido no Plano de Ações do Governo Carvalho Pinto, o arquiteto Paulo de Camargo e Almeida, então Diretor Executivo do FCCUASO – Fundo de Construção da CUASO – USP/SP, convida um grupo de arquitetos, afinados com o princípio de uma arquitetura dotada de espaços internos amplos interligados através de ruas e praças, a projetar edifícios que dessa forma ampliassem as possibilidades de convívio universitário, fazendo uso de uma tecnologia a mais atualizada possível.

 http://www.arquitetonica.com/revista5/?page_id=1396

 

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Casa C. Lunardelli, 1968

Casa C. Lunardelli, projeto Eduardo Longo, 1968

Casa C. Lunardelli, projeto Eduardo Longo, 1968.
Foto: Ricardo Carranza

Localizada no valorizado loteamento Praia de Pernambuco, no Guarujá, a Casa C. Lunardelli marca um ponto importante na trajetória de Eduardo Longo, arquiteto formado na Fau Mackenzie, em 1966. A Casa foi projetada quando ele regressou de sua viagem “on the road” por diversos países, que incluiu no roteiro o IX Congresso da União Internacional dos Arquitetos, em Praga (pré “Primavera 68”), uma reunião na revista italiana Domus, que resultaria na primeira publicação internacional de seu trabalho, além de Paris (pré “Maio 68”) onde conheceu soldados drop-out – desertores da Guerra do Vietnã.  A concepção do projeto reflete a visão de mundo do jovem, sensível às mudanças culturais e contraculturais daquele emblemático ano de 1968.

http://www.arquitetonica.com/revista5/?page_id=1342

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Casa Célio Vieira: Cobertura Verde

Casa Célio Vieira Foto: Arquivo do arquiteto

Casa Célio Vieira
Foto: Arquivo do arquiteto

 “[...] Quando ele projetou aquela casa na Vila Mariana

ninguém falava da sustentabilidade. Coisa que hoje está na moda.

Eu levei vários grupos de alunos lá,  até que a proprietária não deixou mais.

Aquela cobertura com quase 1m de terra… chegou uma época

que a casa parecia uma floresta mesmo!” Takashi Fukushima

http://www.arquitetonica.com/revista5/?page_id=1379

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Escada de Lina Bo

 “D. Lina foi quem mais profundamente viu a força do aspecto da criatividade popular do Nordeste.Ela tematizou a força da cultura popular da região e, dizia muito claramente,não como folclore, não como documentação de um estilo exótico, divertido ou curioso,mas como verdadeira força cultural.”      Caetano Veloso

MAP, Salvador, 2002. Foto: Ricardo Carranza

MAP, Salvador, 2002.
Foto: Ricardo Carranza

Dona Lina, como era carinhosamente chamada pelos baianos, esteve em Salvador a convite do arquiteto Diógenes Rebouças, para lecionar na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia. Nos cinco anos em que esteve “entre os brancos”, a arquiteta atuou como professora e cumpriu o papel de uma verdadeira agitadora cultural: colaborou com o Diário de Notícias publicando regularmente suas crônicas, foi fundadora e diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia, onde montou exposições e peças de teatro e criou o Museu de Arte Popular – MAP. 

http://www.arquitetonica.com/revista5/?page_id=1346

 

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Casinha: alternativa à tradição

Por  Edite Galote Carranza e Ricardo Carranza

Detalhe do pergolado Foto: Ricardo Carranza

Detalhe do pergolado
Foto: Ricardo Carranza

Adepto da vertente técnica e tecnológica da Arquitetura, Vilanova Artigas lança, com sua Casinha de 1942, o arcabouço embrionário de sua obra futura. Neste projeto se encontram delineados os princípios de sua visão sistêmica na qual a concepção do espaço não existe em abstrato, mas se articula com materiais e técnicas construtivas de tal forma que ultrapassam a simples percepção convertendo-se em símbolo, o que pressupõe imagem interiorizada em uma cadeia de significados. Na implantação da Casinha, o muro de divisa e a árvore, nas mãos do arquiteto, re-significam o ambiente construído ao estabelecer relações entre casa e cidade, homem e paisagem, superando as limitações mais comuns do binômio programa e lote.

http://www.arquitetonica.com/revista5/?page_id=1371

 

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