Sessenta sóis

Felicidade coroada de papoulas.
Sessenta sóis
comigo hoje
o tempo voa
eu sinto
nestas minhas
mãos vazias
de todos os dias
e noites.
Culpado?
Inocente?
Culpado
como a gota
de nanquim
brilha
na concha;
culpado
como a folhagem
do eucalipto
escurece ao sol.
Inocente
como os sóis
que me feriram
e ferem
para não esquecer,
para não lembrar.

Escreva: Ricardo Carranza é escritor e acredita que o Lugar é o que de mais fluvial um homem pode ter no mundo.

Ricardo Carranza

Site Provocações, publicado em 28/01/13

http://tvcultura.cmais.com.br/provocacoes/enforque-se/sessenta-sois

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